sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Pense, Evolua.

É tão bom ter papel e lápis ou caneta quando estamos passando por uma fase de introspecção. Torna-se um momento íntimo poder dividir esta reflexão com “alguém” que não irá “falar”, nem criticar e tão pouco perguntar nada. E, em momentos assim, às vezes não ter ninguém para perguntar, falar, criticar, enfim, é muito bom.

De repente, em tempos conturbados, que os pensamentos se confundem, que os objetivos mudam numa inconstância tridimensional e rápida, que as emoções afloram, que o humor é algo incompreensível, que as coisas têm sentido. Não é engraçado? Não é uma “antítese”? Não sei...

Falo isso porque quando estamos tentando passar de uma fase difícil, psicologicamente falando, tudo o que vemos é poesia e de alguma forma real e romântica. Será que o romantismo e o realismo podem “andar” juntos? Será que isso não seria mais uma viagem alucinante de um guri que, enquanto o dia amanhece, escreve?

É estranho, mas de repente todas as músicas fazem questão de falar o que não queremos ouvir, em períodos como este. É estranho como coisas que, em dias normais, passam despercebidas e neste momento tornam-se magníficas.

Ah, essa mania de viver... Essa mania que os seres vivos têm é tão complexa e indecifrável. (quanto drama) Essa mania de viver que nos faz mudar a cada instante, a cada acontecimento, a cada emoção, a cada fato. Se, hoje, não mudarmos de opinião, de conceitos, de coisas alheias, de repente, às nossas vontades, seremos engolidos pelo “quadradismo social” e, talvez, esquecidos como cidadãos.

Claro que as mudanças que falo devem ser seguidas por um racionalismo natural que nos foi dado de presente para justamente isso: racionalizarmos, usarmos a razão, porém,não devemos esquecer dos sentimentos e do romantismo. Quem não muda de opinião pelo menos uma vez por dia? Hipocrisia se dissermos que isso n/ao acontece. Ou talvez seja orgulho demais. Quadradismo!

Tudo muda! E graças a Deus isso acontece. Os carros mudam, as roupas mudam, as casas mudam, e vejam que estou falando de coisas e não de pessoas. Então, porque não mudarmos, às vezes de opinião? Não falei que seria fácil entender estas traçadas linhas, mas também não disse que seria difícil. É só um momento de reflexão! Qual o motivo de não olharmos para o mar, em dia de semana? (àqueles que moram na praia) Qual o motivo de não vermos a beleza nas árvores? Tudo é uma questão pessoal.

Essa mania de vivermos atrás de dinheiro, galgando um futuro melhor para nós mesmos e para quem nos rodeia, faz com que esqueçamos das coisas simples e boas da vida, como, por exemplo, uma boa risada ou, se não estivermos com vontade de uma “social” com alguém, um momento sozinho. Um momento de tu contigo mesmo em todas as partes da casa, não só no banheiro!

Talvez devêssemos nos permitir mais e admitirmos que as coisas mudam numa velocidade incrível e que o amanhã pode não chegar. Ousar é o melhor ato. Ousadia saudável é coragem provada para ninguém mais que tu. (quanta enrolação)

Não sei, mas creio que um momento de introspecção é sempre bom para avaliarmos se estamos indo bem na vida. Em todas elas! Na pessoal, na profissional, na social, na afetiva... Pensar ajuda a detectar erros que, talvez, não percebemos que cometemos ou ajuda a acharmos uma saída para tudo, menos para a morte!

Quantas palavras que, para algumas pessoas, ficarão sem nexo. Tudo é uma questão de análise. De opinião. De introspecção!

Um comentário:

Dulcione disse...

Adorei. Mudar é a coisa mais difícil que existe, pois nos acostumamos a fazer sempre as mesmas coisas. Temos medo do novo.