terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Detalhes

Ainda não consegui entender como as pessoas não notam a lua perfeita que tem lá fora!!!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

1987


No ano em que o Grêmio foi Tricampeão Gaúcho, que o Flamengo foi Tetracampeão brasileiro, que o Cazuza lançou seu segundo disco “Só Se For A Dois”, mais precisamente, no dia vinte e quatro de setembro do mesmo ano, nascia, em Rosário do Sul, um guri. Mais uma criança no mundo. Mais uma vida.

Tudo começou nos dez últimos dias de janeiro do mesmo ano. Não sei bem como foi, mas imagino que tenha sido com um beijo despretensioso, um carinho, um abraço ou, quem sabe, com um jantar a dois ou à luz de velas. Nesse dia, que não sei bem qual foi, minha vida era consumada.

Não lembro de como nasci, mas sei que foi uma festa dentro do hospital. Chuteira velha, surrada pelos maus tratos e pelo tempo, pendurada na porta do quarto da maternidade, charutos para os homens, choros de emoção, champanhe para todo mundo, do provedor aos encarregados da limpeza do hospital. Meus pais, parentes e amigos fizeram a verdadeira festa.

No mesmo dia, um ano depois, o salão de festas do antigo INPS da cidade estava todo decorado com motivos infantis. Era meu primeiro aniversário. Todos meus parentes e amigos dos meus pais estavam presentes. Não sei qual foi o prato servido e nem se tinha bebidas. Pelas fotos, fico sabendo de algumas coisas.

Minha vida se iniciava em uma família que, se voltasse no tempo, nasceria na mesma. Meus pais tão carinhosos, minhas irmãs querendo meu bem. Minhas tias tão amáveis, meus tios tão amigos. Meus primos companheiros e minhas primas confidentes. Tudo era e é perfeito.

Nem vou entrar no assunto da inocência que crianças têm ao iniciarem suas vidas, pois me tornaria clichê, porque é óbvio que crianças são inocentes e acham que sabem tudo da vida. Hoje, ainda, não sei o que é a vida, imagina naquele tempo!? Só sei que estou aqui agora... Vinte e dois anos mais tarde escrevendo sobre a minha vida, mas querendo falar sobre meus pais.

Sempre fui desejado pelos meus pais, principalmente, pelo meu pai. Fiquei sabendo, há pouco, que dei um pouco de trabalho para minha mãe durante a gestação. Dei riscos à ela e a mim mesmo. Poderia não ter nascido, mas estou aqui e aqui ficarei por um bom tempo.

Minha infância... Lembro das pescarias com meu pai, tios e primos. Sempre andei grudado ao meu pai. Aonde ele ia, eu ia atrás. Certa vez (risos), ele foi viajar a trabalho e, como não nos separávamos por nada, entrei em desespero quando a noite caiu e não tinha a presença dele em casa. Lembro que peguei uma bermuda dele e me abracei nela chorando e pedindo que voltasse logo. Devia ter uns cinco anos de idade. Era uma bermuda azul com um cinto azul e vermelho.

Também, lembro que no colégio, toda a vez que recebia bilhetes das professoras avisando os meus pais que não copiava em aula e que ficava conversando e/ou brincando, escrevia logo abaixo do bilhete da professora “eu te amo, mamãe.” Era a minha tática para não apanhar ou ficar de castigo. Não dava muito certo, pois sempre ficava de castigo. Nunca apanhei. Talvez eu preferisse para me livrar da pena para poder ir brincar com as crianças da minha quadra.

Quando estava na segunda série, minha mãe teve um derrame cerebral. Não entendia direito o verdadeiro motivo de ela ter sido hospitalizada, mas fiquei muito triste. Lembro que o Grêmio tinha sido campeão em algum campeonato e ela não estava em casa para comemorar conosco, então, fui para a cozinha chorar a falta dela. Um dia, quando ela estava doente, na sala de aula, a professora estava passando a matéria no quadro e eu não conseguia copiar... Fui até ela e disse, chorando, que não conseguia copiar porque estava preocupado com minha mãe.

No ano de dois mil e um, me formei no ensino fundamental. Fui o orador da turma. Escrevi um texto para ler, não lembro direito como ficou, mas acabei lendo um que meu pai escreveu. Sei que ficou bom porque a mãe do Júnior, um ex-colega meu, não parou de chorar um minuto (risos). Na entrega dos canudos eu estava feliz e um pouco nervoso... Depois disso, me bateu uma profunda tristeza. Pensava: e agora? O que vai ser de mim? Quando a formatura terminou corri pros braços do meu pai e desabei chorando. Sempre fui de chorar... Sentimental.

Em dois mil e quatro me formei no ensino médio. Dessa vez não fui o orador. Perdi a eleição por alguns votos de diferença. Não chorei, ao contrário, eu só ria. Acho que no baile dessa formatura eu tomei o meu primeiro porre. Me diverti muito e tenho saudade daquele tempo. Amigos unidos, sonhos para o futuro e, mais uma vez, a vida que eu desconhecia. Meus pais foram à formatura, mas não para o baile. Ainda bem, pois bebi muito e, naquela época, fumava escondido (risos).

Alguns meses depois entrei em depressão. Mudei de cidade e larguei os braços do meu pai que me protegiam e as mãos da minha mãe que me faziam carinho quando estava triste ou carente. Fui morar com a minha irmã. Estava tentando entrar para a universidade. Acho que nunca chorei tanto como no ano de dois mil e cinco. Fiz bastante festa, também, com meu primo. Mas, apesar disso, sentia que faltava o abraço e o conforto que os meus pais me traziam. Faltavam os meus amigos que havia deixado em Rosário, sentia falta da minha casa. E, mais uma vez, sabia que pouco conhecia da vida.

Dois anos depois, meus pais se mudaram para a cidade onde morava e moro até hoje, Rio Grande. Logo mais tarde, minhas duas irmãs também vieram para cá. Pronto! Família reunida e amor para dar e vender. Estava protegido do mundo, aliás, dos males do mundo. Tinha, de novo, os braços, que me traziam proteção, do meu pai e as mãos e palavras carinhosas da minha mãe.

E cá estou.... Escrevendo sobre a minha vida com uma mensagem subliminar muito importante. Talvez eu não seja o filho que meu pai sempre sonhou. Talvez não seja o filho que minha mãe quis que eu fosse, mas aqui estou e aqui sou. Convicto dos meus sonhos, da minha vida e dos meus amores: por eles, por mim e por minha vida, que abrange afetividade, amizade e profissão.

Tenho em mente realizar muitas coisas: ter filhos (as), ter uma boa vida profissional e financeira. Levar uma vida sossegada, aprendendo sempre com ela, não desanimando no primeiro obstáculo que me é imposto. Se eu tenho modelos a seguir? Óbvio! Sigo minha vida tentando ser idêntico aos meus pais. Meu pai por sua honestidade e integridade. Talvez, por isso, por não saber ser malicioso e/ou maldoso, ele tenha “apanhado” da vida, mas me orgulho do Seu Elinton, sempre tentando ser o melhor e trazer o melhor para mim, para nossa família. Minha mãe por seu caráter, assim como meu pai, honesta, sensata, por seu carinho, por sua exatidão nas palavras, por seu amor para com os outros, por sua solidariedade.

Não sei se consigo ser igual a eles, mas, se conseguir serei uma pessoa feliz e em paz comigo mesmo, pois serei, a melhor pessoa do mundo. Sem humildade nenhuma, posso dizer que se sou o homem, o grande homem que hoje está aqui, em paz, feliz, enfim, agradeço à Dona Leda e ao Seu Elinton, que me ensinaram o que é a vida e o que esperar dela. Fazer o bem a todos sem esperar nada em troca não foi a Bíblia ou o filósofo que me disse... Meus pais foram os responsáveis.

Por isso, agradeço, todos os dias, por tê-los comigo. Talvez, não consiga me expressar melhor de uma forma mais carinhosa no dia a dia. Devo isso à falta de tempo e, quem sabe, ao meu próprio egoísmo de tentar abraçar amigos, família, festas, amores, rua, enfim, tudo ao mesmo tempo e o dia tem apenas vinte e quatro horas. Mas, de qualquer forma, estou sempre por perto, mesmo estando na casa de um amigo ou amiga ou numa boate ou até mesmo em outra cidade. Mas, o importante é que os amo imensamente. Se desse para medir não haveria espaço no universo para mostrar o quanto é grande o meu amor.

Só as palavras podem mostrar, explicar, expressar o quanto existe de amor dentro de mim por meus guias... Por meus horizontes... Por vocês: pai e mãe.

Manual Para A Felicidade



De manhã:

Depois de ter dormido abraçado (a) com ela (e) e depois, também que seus olhos se abrirem e você se dar conta de que está no lugar onde está – isto é porque muita gente ao se acordar precisa se auto-afirmar que está em casa ou em qualquer outro lugar, não sei o motivo, mas seria, no mínimo, angustiante se acordar e não saber onde está – olhe para a pessoa – usarei pessoa nesta crônica para não ficar escrevendo “ela” e “ele” a toda hora, ok? – e se ela estiver dormindo, chegue bem perto e lhe diga sussurrando: “eu te amo”. Com certeza depois disso o bom humor tomará conta da casa ou do lugar que seja.

Também, há uma outra hipótese, depois de abrir os olhos e saber onde você está no exato momento em que seus olhos abriram você pode olhar para a pessoa e se certificar de que ela está dormindo. Se estiver, você pode ir à cozinha e preparar um café da manhã bem gostoso com frutas, café, leite e suco, algumas bolachas, pão e margarina e alguma geléia se tiver. Agora, se não tiver nada disso, pode ser um café com alguma bolacha salgada. O que vale é a intenção de tentar agradar. Depois de um café, farto ou pobre, o bom humor imperará. Ah! Importante: diga a qualquer momento, depois que a pessoa se acordou que a ama.

Ou se você trabalha e a pessoa que amas não, antes de sair de casa deite ao seu lado, se ela ficou dormindo, lhe dê alguns beijos e diga que lhe ama, talvez ela não se lembre, por estar dormindo, mas não custa nada. Diga que na hora do almoço, talvez, esteja retornando ou em qualquer hora que seja. Faça carinhos nos seus cabelos ou na parte do corpo que achar mais conveniente. Todos nós adoramos receber carinho e porque não fazer carinho?

Por fim, se os dois trabalham, ao saírem de casa pode muito bem haver um beijo quente, de língua, para reafirmar o desejo e a paixão. Se algum dos dois depende de carona, ao chegar ao trabalho de um, diga que o amor existe. Com certeza depois disso os dois trabalharão melhor e com muito bom humor, pois sabem que ao retornar para a casa haverá alguém para dividir sua vida, seu tempo e que há amor, acima de tudo.

De tarde:

Se os dois levantaram cedo para dar uma boa caminhada ou corrida, depois do almoço, depois daquele gostoso almoço cheio de conversas prazerosas e agradáveis entre duas pessoas que se amam. A troca de problemas e de possíveis soluções para os mesmos. O aprendizado que fica entre os dois. O amor de boca cheia a cada garfada. Se, depois desse almoço, os dois acordaram cedo, cabe, muito bem, uma sesteada de algumas horas – não muitas. O abraço enquanto dormem e algumas palavras de carinho.

Se, algum dos dois trabalham, tente, pelo menos, você que trabalha, entrar em contato com a pessoa que deixaste em casa dormindo ou seja lá como ficou, para reafirmar seu amor, seu carinho, sua paixão. Não precisa ligar para dizer bobagem com voz de retardado – sim, porque a maioria dos casais faz vozes retardadas para falar no telefone e inventam apelidos ridículos, como “cachorrinho”, “mozão”, “more”, enfim – não é necessário essa cena ridícula. Poupe os seus colegas de repartição de verem essa cena decadente e engraçada que fará com que você seja o motivo do deboche durante alguns meses senão durante toda sua vida funcional. Ligue e diga alguma coisa... Diga que está cansado, que precisa de massagem, que está com vontade de assistir um filme quando chegar, enfim, e depois disso, diga que ama.

Agora, se os dois trabalham e nenhum dos dois têm como entrar em contato por telefone, por e-mail, enfim, por qualquer meio de comunicação moderno, tente antes de sair de casa traçar alguns planos, como filmes, passar na casa da sogra, caminhar em algum lugar, ir ao cinema ou, simplesmente, pegar a pessoa n serviço para voltarem juntos para casa. Importante: assim que a pessoa, tanto ele quanto ela, entrar no carro, lhe dê um beijo e diga que ama e depois pergunte como foi o dia e etc. Se há tempo no meio do expediente para entrar em contato para fazer isso: perguntar como está sendo o dia, quais são os planos para logo a noite, enfim, perfeito! Depois é só parir para o abraço. Não esqueça, no meio do telefonema, de dizer que ama.

De Noite:

Se vocês não fazem nada, assistam televisão juntos, façam programas juntos. Bebam alguma coisa com álcool antes do jantar. Visitem algum amigo ou até mesmo o Jornal Nacional fica melhor com os dois um do lado do outro. No meio de uma notícia a outra diga que ama e, para melhorar, abrace ou faça carinho. Se houver beijo é melhor ainda. Depois, o jantar, a sobremesa, cigarro – se fumantes – as últimas considerações e o sexo. Juras de amor eterno, mas juras. Amor... Ame!

Se só você trabalha, é importante chegar em casa e dizer: “amor, cheguei”. Não por suspeitar que haja alguma surpresa desagradável o esperando no quarto, não é isso... É apenas para reafirmar que a (o) ama e que espera um beijo com saudade. Depois disso, seria bacana uma bebida: chimarrão, cerveja, whisky, Martini, enfim, uma bebida em geral. Um DVD rolando ou um CD, apenas e as conversas sobre os seus dias, suas rotinas. Uma pizza encomendada ou um jantar preparado ou, até mesmo, um café com pães e frios. Sobremesa, se houver, cigarro - se fumantes. Últimas considerações. Sexo... Amor... Ame.

Com os dois trabalhando a situação fica mais difícil, pois a troca de informação é muito grande e um quer contar do seu dia para o outro ou um pode estar com mau humor e enquanto isso o outro tagarela ao seu lado sobre sua rotina. Ou, também, quando os dois se encontram os carinhos rolem soltos e os beijos quentes pegam fogo. Alguma bebida antes do jantar. Sobremesa há... Cigarro – se fumantes. Sexo. Amor... Ame.

Nunca perderá nada se disser que ame em qualquer situação do dia e se possível lembre a outra pessoa que a ama. Isso fará com que ela se sinta mais segura a cada dia. Não fique pensando que estará vulnerável à ela... O relacionamento não é um jogo e tem de haver maturidade.

Agora, se você foi sozinho e não tiver ninguém para compartilhar momentos como esses que narrei nessa crônica... Só há uma coisa para lhe falar: “é impossível ser feliz sozinho!”

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Viver e Morrer

Pensando bem na vida e o que a separa entre estar bem e estar mal, concluí que a vida é simplesmente dois verbos. Vivemos todos os dias e morremos em todos eles, também. Vivemos com a esperança abraçada em nosso corpo querendo – desesperadamente – nos largar para podermos dizer: “que bom. Aconteceu!”

Morremos todos os dias quando deixamos de fazer algo que gostaríamos e, assim como a morte, o tempo não volta atrás. É como se morrêssemos para aquilo que não foi feito. Arrepender-se é morrer. O tempo não volta. A morte não tem explicação – só acredito que existe vida após a morte depois que eu voltar quando morrer.

Vivemos todos os dias com um sorriso aberto todos os dias em que nos dão carinho. Vivemos todos os dias quando estamos nos braços de quem queremos estar e é melhor ainda quando é recíproco. Um beijo, um sorriso, um abraço, uma palavra.

Por isso, existe, em nossas vidas, uma linha muito fininha, quase transparente, quase clandestina, quase mentirosa, quase despercebida: o viver e o morrer. Uma linha que separa esses dois verbos. Podemos morrer quando quisermos. É só deixarmos isso acontecer. Como? Deixando de fazer, de rir, de sorrir, de aproveitar, mas principalmente, de amar.

Ao mesmo tempo, podemos viver todos os dias. Como? Fazendo tudo o que vem em nossas cabeças – claro que não agiremos prejudicando os outros, óbvio. “Viver é melhor que sonhar”, como diz a música “Como Nossos Pais”, mas sonhar faz parte da vida e se isso fizer com que você viva mais... Sonhe! Sonhe aquele sonho impossível, mas não se acomode em sonhos. Seria bem melhor se pudesse realizá-los, não é?

Morremos todos os dias quando lemos nos jornais que o Brasil está mal cuidado, que nossos jovens estão abreviando as suas vidas, que os nossos idosos estão morrendo na fila do SUS ou esperando a tão sonhada aposentadoria do INSS, sistema previdenciário falido e rico do Brasil. Morremos todos os dias quando nos damos conta de que mais um dia passou.

Vivemos todos os dias quando conseguimos driblar uma tristeza, quando nos tornamos fortes para enfrentar uma doença ou nós mesmos – nossos medos, nossos orgulhos. Quando nos sentimos aliviados de alguma situação que estava nos causando uma morte. Vivemos, também, quando encontramos um amigo que há tempos não víamos e aí acontece aquele encontro caloroso, cheio de saudades e de histórias para relembrar e rir.

Morremos quando nos decepcionamos com as pessoas ou com qualquer outra coisa que estávamos esperando justamente o contrário. Morremos quando o que acontece não está ao nosso alcance e nos sentimos um “nada”, um “ninguém”. Também, quando a decisão que tomamos está, ainda, incerta e a insegurança chega para atormentarmos-nos.

Vivemos quando ouvimos músicas boas, do nosso gosto – MPB é o meu. Morremos quando estamos sós e quem queremos não está. Vivemos quando esse alguém chega cheio de assunto para contar. Morremos quando alguém morre. Vivemos quando alguém nasce. Morremos quando nosso amor acaba ou quando ele acaba conosco. Morremos quando deixamos que o fato de não estarmos com quem queremos nos abala a ponto de fugir da vida. Vivemos quando um novo amor bate à porta e pede para entrar. Vivemos quando beijamos uma paixão. Vivemos quando abraçamos um amor. Morremos quando queremos. Vivemos sempre que nós mesmos nos deixamos viver.

Vivemos quando não temos a vergonha de sermos felizes. Vivemos com um copo de cerveja na mão, em um bar com amigos e um cigarro para tragar. Vivemos contando nossas rotinas às pessoas em quem confiamos e nossos amores aos confidentes. Vivemos quando a paixão chega. Vivemos quando ouvimos o que desejamos ouvir – ao pé do ouvido.

Morremos quando um amor se despede. Morremos quando nos despedimos de um amor. Morremos quando o tédio toma conta. Morremos quando a amizade acaba ou quando ela nunca existiu. Também, quando acabamos caindo na grande ilusão ou quando investimos muito em algo que não merecia – ou alguém.

Vivemos esperando um grande amor e até encontrá-lo muitas mortes virão e muitas vidas chegarão. Estou vivendo e não vou morrer tão cedo – pelo menos do que depender de mim. Vivemos quando as bocas se tocam, as mãos se seguram, os corpos se atritam, as falas acabam e os olhos gritam.

Enfim, vivemos quando estamos aí para viver. Morremos quando queremos. Viver e morrer: uma linha clandestina e sem vergonha separam dois verbos fundamentais, que estão presentes em nossos cotidianos, em nossa vidas, sempre!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

...

Feliz e em PAZ.

Sem dor, nem culpa.

Sem romantismo, nem praticidade.

Feliz por me sentir bem.

Em Paz por estar de bem com a vida.

Matheus: porque aqui estou.

domingo, 30 de agosto de 2009

RED


De repente a mão começa a acariciar uma região mais sensível do corpo e os beijos tendem a demonstrar o desejo de possuir a pessoa em um lugar onde possam ficar a sós. A língua explora um pescoço assanhado que se dobra, abrindo mais espaço para a sensação de prazer. Boca beijando um pescoço. Suspiros de tesão tomam conta do momento e nada faz sentido – e também não tem sentido algo fazer sentido neste momento.

Agora, a boca beija a boca de novo em movimentos mais rápidos e demonstrando cada vez mais explicitamente desejo, o tesão. As mãos estão explorando o espaço quase que inteiro do corpo, provocando arrepios e gemidos mais fortes. Os olhos não se abrem. Os movimentos avançam automaticamente pelo corpo denotando o apetite sexual dos dois.

As roupas tendem ao estorvo, pois naquela hora os dois não queriam estar vestindo nada além da capa de prazer que os cercavam. Mas, não era o momento para tirá-las e nem o lugar ideal. O legítimo “amasso” estava acontecendo e nada, nem ninguém poderia acabar com aquele momento. Ela o segurava de um jeito possessivo e ele explorava cada vez mais seu corpo pequeno – menor que o dele – com suas mãos.

Então, numa atitude de completo desejo, ele começa a arranhar as costas dela e os gemidos continuam. Ele se ajoelha e beija sua barriga, sua cintura, roça a barba na pele sensível da mulher que gemia de prazer e de tesão. Ironias surgem – te odeio – obviamente que tudo é mentira. Eles se adoram ou, pelo menos, estavam se adorando naquele momento.

Eles se separam. Ele vai até a cozinha pegar um copo d’água para repor o fôlego. Aproveita a separação e acende um cigarro. Ela deita no sofá de olhos fechados, talvez, o esperando, talvez, descansando, porém, creio na idéia de que ela estava esperando os beijos recomeçarem. O que não tarda a acontecer.

De repente, com a cama pronta os dois vão se deitar. Despidos de qualquer roupa e pudor e com os beijos cada vez mais ardentes, o suor aparece nos corpos ardentes e sedentos por sexo. A exploração sexual já tem novos aliados, pois antes eram as mãos que o faziam, agora, a boca realiza esta tarefa.

Os corpos em atrito. A boca na boca. A boca... Os gemidos. As arranhadas. As posições. O sexo. As pessoas. As brincadeiras no meio do ato, fazendo os dois rir. Os olhos se olhando fixamente. O cheiro toma conta do espaço, que não é grande. Não houve gritos, nem movimentos fortes, pois a cama fazia barulho. As risadas fazem parte do contexto. Os dois são divertidos até mesmo na hora do sexo

E foi quando tudo terminou. As posições. Os gemidos. O atrito. Os movimentos. Os arranhões. Os dois se deitam na cama, no leito do prazer, no lugar onde o sexo dos dois foi libertado por numa atitude recíproca de desejo. Desejo do corpo em cima do outro. Desejo da carne.

Ela se vira de costas e ele se encaixa, tentando dormir abraçado, mas o calor dos corpos, ainda, suados e do quarto não deixava que isso acontecesse. O romantismo dos dois era notável naquele momento, mesmo não estando abraçados. E foi, então, que o dia mostrou seus primeiros raios de sol. E foi assim naquela noite. Na noite dos dois.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Rapidinha II

Será que o Eduardo Suplicy, realmente, quebrou uma regra do Senado por trocar seu discurso já preparado por cobranças de explicações ao Senador José Sarney?? Diz o bigodudo, que imita o Olívio Dutra - aliás a única diferença física entre Olívio Dutra e José Sarney é que Sarney tem a cabeça chata, podendo descansar um copo em sua cabeça - que sim, que Suplicy quebrou uma regra do Senado.

Ora, quanta bobagem esses políticos discutem. Se Eduardo Suplicy quebrou regra, o quê o Sarney fez? Além do mais, e os outros que cometeram crimes de corrupção? Aff!

Realmente, quebrar regras é trocar discurso, roubar não... É COSTUME!

Brasil de inocentes? Não conheço este país!