domingo, 14 de novembro de 2010

Dança Comigo?


Então, não mais que de repente, ele estendeu sua mão e pediu para dançar uma música. Uma música, apenas. Por um momento, ele até achou que a doce e delicada mulher fosse negar seu pedido, porém, se surpreendeu com o sorriso de um sim. Durante alguns minutos passaram-se cenas de uma vida inteira na mente inquieta dele. Cenas, estas, que a mulher com quem dançava fazia parte. Ele a abraçou mais forte e o ritmo da melodia romântica levava os dois para, quem sabe, às nuvens ou para um lugar qualquer, longe dali, longe da realidade, longe da cruel realidade. Nestes minutos, que ele não queria que terminassem nunca, ela o abraçou, encostou sua cabeça no ombro e entregou-se ao tal como nunca tinha o feito antes. Não falaram nada. Apenas dançaram e quando a música findou-se, os olhos dois fitaram-se e um abraço delicado e cheio de carinho aconteceu. Um abraço que não é dado sempre, pois a rotina turbulenta dos dias capitalistas de hoje impedem que cenas de afeto, como estas, aconteçam. E durante aqueles segundos ele falou, meio que sussurrando: te amo. Ela, então, olhou para ele e com um sorriso nos lábios, lacrimejou e o choro rolou no seu rosto, deixando cair uma gota de lágrima. Choro de medo. Medo do incerto futuro. Medo da dor. Medo de não mais ver seu amor, seus amores, sua vida... Quando, daí, numa fração de segundo, ele sorriu e disse num tom encantador: estou aqui. Não chore. Assim, os dois se separaram, a rotina tomou conta novamente e cada um seguiu seus compromissos diários, deixando, mais uma vez, escapar o fascinante romantismo e carinho sentido pelos dois.

OBS: para minha amada mãe, Leda Bandeira de Carvalho.

2 comentários:

éderson luís da disse...

acabei
de ler
prosa suave
ritmo
melancólico
quase sutil
linda
tristemente belo
as palavras
vão se ligando
umas ás outras com detreza
e naturalidade


sim
a ambiguidade
é a mais bela
chave de estilo
o q misteriosaente
desconstrói
nossas suspeitas
deixamo-nos levar até
q vem o tapa
eu colocaria
reticencias no fim...
para sugerir
q volta para o começo
e que sai do texto
escrito
p o texto vivido
mas ficou muito tri
sinceramente
arrebatador
segura
mas não obriga a ler
sugere timidamente



qdo não souber o q escrever
lembre q a emoção
tece as melohores
costruções
e enredos

Karen disse...

Pensa nisso que tu ecreveu, eles são tão importantes para nós....